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Exercício Físico e Emagrecimento

04/06/2019 por Wanderson Barcellos
Categorias: Condicionamento Físico
Exercício Físico e Emagrecimento

Antes de falarmos de emagrecimento, vamos entender um pouco sobre obesidade. Esta que está sendo atualmente classificada como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, pelo fato de a mesma ser o principal fator de risco para várias doenças crônicas não transmissíveis.

Quanto a sua origem, a obesidade pode ser endógena, ou seja, advinda de fatores internos (genética, endócrina, psicogênica, medicamentosa), ou também pode ser exógena, advinda de fatores externos, comportamentais (alimentação incorreta, estresse, sedentarismo).

A obesidade (acúmulo de gordura corporal) pode ter sua distribuição central ou periférica. Sua morfologia pode ser hiperplásica (aumento do número de células adiposas) ou hipertrófica (aumento do tamanho das células adiposas).

Estudos nos mostram que todos esses fatores acima citados podem influenciar direta ou indiretamente o tratamento, portanto, não é tão simples assim, sendo que o fator emagrecimento não depende somente da mobilização dos Triglicerídeos (gordura armazenada no tecido adiposo) e oxidação dos Ácidos Graxos Livres, mas também de não se permitir a formação e acúmulo de mais gordura no tecido adiposo. Então é necessário e indispensável saber todos os fatores que estão por trás, sendo que os mesmos podem ser diferentes entre cada pessoa.

No que diz respeito ao exercício físico, mais especificamente ao treinamento voltado para o emagrecimento, sabendo que no caso de uma obesidade advinda de fatores externos, comportamentais como sedentarismo e má alimentação, percebe-se que a falta de vínculo afetivo (sentir prazer) é um fator determinante para a procrastinação (continuar na zona de conforto), comportamento comum entre os sedentários.

Algum tempo atrás escrevi um artigo, onde depois de ter lido e analisado vários estudos sobre desenvolvimento motor e obesidade infantil e ainda ter publicado junto com alguns parceiros, alguns estudos relacionados a isso, constatamos que a falta de vínculo afetivo é influenciada diretamente pelo não desenvolvimento das capacidades motoras coordenativas e ainda pelo déficit de desenvolvimento das habilidades motoras básicas e específicas, ou seja, pessoas que não possuem um repertório motor rico (não conseguem apresentar habilidades motoras de maneira satisfatória) tendem a não se engajar em atividades físicas que exigem o emprego destas habilidades, por vergonha e principalmente por falta de prazer, satisfação.

Desta forma, se pensarmos no fator resolução da causa do problema, o ideal seria investir muito, na Educação Física escolar, principalmente na educação infantil (pela mesma ser responsável por grande parte do desenvolvimento motor das pessoas durante sua formação), mas, infelizmente o que vemos é cada vez menos as áreas responsáveis pela educação, olharem para a educação física, na teoria relatam a importância do desenvolvimento integral, mas na prática só valorizam o cognitivo, o que ao meu ponto de vista é um “tiro no pé”, pois, de nada adianta indivíduos desenvolvidos pessoal e profissionalmente se os mesmos no futuro estiverem limitados por doenças derivadas do sedentarismo e obesidade.

Já se formos pensar, em resolver o problema quando ocasionado, ou seja, ajudar pessoas que estão acima do peso ou obesas a emagrecer, através do exercício físico é necessário ter em mente que, o mesmo não é o único fator responsável pelo emagrecimento, mas, apenas um dos pilares do processo. Dessa forma o mesmo pode contribuir e muito através do gasto calórico promovido (durante e/ou após o exercício), que quando somado ao controle da ingestão de calorias, irá então permitir um adequado balanço energético o que poderá favorecer o emagrecimento.

Vamos entender um pouco mais sobre isso, existem 4 fatores responsáveis pelo emagrecimento: O primeiro seria a mobilização de gorduras, funciona assim, os exercícios ou atividades físicas em determinadas intensidades e tempos irão estimular a mobilização de gorduras para suprir a demanda energética; O segundo são as quilocalorias (kcal) gastas nos exercícios ou atividades, portanto quanto mais calorias forem gastas, menos calorias tendem a serem armazenadas. Estes dois primeiros são favorecidos pelo exercício dinâmico (Aeróbio) pela intensidade, duração e continuidade favorecerem os mesmos; O terceiro seria a Taxa Metabólica Basal (TMB), que é o total de calorias necessárias para seu organismo se manter funcionando, e quanto maior for essa taxa, mais calorias são necessárias e menos calorias estarão dispostas a serem armazenadas; E o quarto seria o Consumo de Oxigênio Pós Exercício (EPOC), que representa o tempo de recuperação do seu organismo após a realização de exercícios físicos, onde para repor o estoque de glicogênio, estimular a síntese proteica e a recuperação muscular acontece a mobilização de gordura. Sendo que, estes dois últimos são favorecidos pelo exercício resistido (Musculação), pelo fato dos mesmos favorecerem o aumento da massa muscular, que consequentemente irá aumentar a taxa metabólica. E pelo maior número de microlesões ocasionadas na musculatura o que promove um EPOC mais duradouro.

Assim sendo, devemos pensar no emagrecimento como um processo, planejado, sistematizado e controlado (que não acontece da noite para o dia), permitindo adaptações positivas no organismo no que diz respeito a seu funcionamento eficiente, não comprometendo a Densidade Mineral Óssea (DMO), a Massa Muscular e os Níveis de Força e nem mesmo a Capacidade Aeróbia, fatores principais para uma boa aptidão física, e necessários para se levar uma vida fisicamente ativa e com qualidade. Onde só assim é possível de maneira saudável manter e controlar o peso ideal durante toda a vida, sem ser mais um refém do “efeito sanfona”.